"A natureza me tirou a audição aos poucos, ao longo de 18 anos... Mas na caminhada da vida eu encontrei a Libras e fui descobrindo que com ela eu teria namorado, ótimos amigos, muita diversão, muito aprendizado, desenvolvimento profissional e pessoal. Hoje a minha vida gira em torno da Língua de Sinais, não sei mais viver sem ela, pois está na minha alma, nos meu sonhos, na minha personalidade, na minha Identidade Surda." (Mariana Hora, 2010)
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domingo, 10 de junho de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Vídeo informativo sobre Libras
Bom dia leitores!
Ontem assisti um vídeo e achei muito bom! Essa menina explicou claramente o que significa a Libras.
Tem legenda em CC.
Ontem assisti um vídeo e achei muito bom! Essa menina explicou claramente o que significa a Libras.
Tem legenda em CC.
domingo, 8 de abril de 2012
Leitura: "No meu silêncio, ouvi e vivi"
Ontem à noite peguei um livro pertencente ao meu noivo e comecei a ler entusiasmada. Tal livro é intitulado "No meu silêncio ouvi e vivi", trata-se da autobiografia de Maria Olindina Coelho Possídio, surda-cega, recifense, que viveu boa parte de sua infância e adolescência no sertão do estado, já adulta mudou-se definitivamente para a capital, onde casou-se teve um filho e dedicou-se a Pastoral dos Surdos junto com a Ir. Virgínia Barry.
Desfilei meus olhos pelas letras digitadas com leveza e emoção com esta bela história, interrompi a leitura por conta do sono e retomei-a hoje pela manhã até concluir.
Olindina conta sua história com naturalidade, mostrando as dificuldades de uma surda de nascença nascida numa época em que a educação de surdos era ainda mais precária do que hoje. Ela mostra sua força e coragem para vencer desafios, mostra os costumes e valores de sua família e da sociedade da época que influenciaram em sua vida.
Eu sinto-me honrada de poder conhecer esta pessoa não pelas páginas de um livro, mas por conhece-la em pessoalmente. Aprender a conversar com ela foi um desafio pra mim, confesso que até hoje, ainda, não tenho muita habilidade na arte de interpretar para um surdo-cego, mas sinto-me feliz, realizada, de poder comunicar com estas pessoas.
Hoje é domingo de Páscoa, após essa leitura sinto-me renovada para continuar a caminhada da vida inspirada em trajetórias como a de Olindina. Aliás, terei a honra de tê-la como minha madrinha de casamento, estou contando os meses e os dias para este momento tão especial de nossas vidas.
Feliz Páscoa!
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quinta-feira, 15 de março de 2012
Denúncia
Brasil: que país é esse?!
Eu amo meu país e meu estado (PE), mas hoje eu tô revoltada demais, preciso desabafar com vocês, dois acontecimentos seríssimos.
Ontem (14/03/2012), eu chego no Terminal de Integração da Macaxeira, como de costume cumpro meu dever de apresentar a carteira de Livre Acesso ao cobrador que estava na biliteria e o mesmo imediatamente liberou o meu acesso pelo portão. Na frente do portão havia um homem (sem farda e sem qualquer identificação visual de que era funcionário do Grande Recife) passei por ele e continuei meu trajeto em direção ao ponto do ônibus... Mas não andei nem 3 metros, fui puxada violentamente por trás pela alça da minha mochila que estava nas costas. Quando virei o rosto para trás vi aquele homem com uma cara raivosa, começou a falar reclamando comigo ( não entendi as palavras que ele falou), imediatamente fiz o sinal que era surda e logo percebi que o guarda da empresa de segurança privada já estava próximo de mim. Quando disse que era surda eles mudaram a expressão, perceberam que tinham errado. O homem sem farda fez o gesto para eu mostrasse a carteira pra ele, peguei a carteira e mostrei, mas ao mesmo tempo reclamei com ele por estar sem a farda e sem o crachá, aí ele falou que o crachá estava guardado na bolso da calça.
Na hora fiquei tão perturbada que nem pensei em exigir ver nome dele no crachá. É um absurdo o Grande Recife colocar pessoas sem nenhum treinamento para ficar fiscalizando a entrada da pessoas com deficiência. A fiscalização deve ser feita sim, mas da forma adequada, com funcionários treinados e devidamente identificados visualmente para que os surdos possam reconheceê-los.
Hoje (15/03/2012), chego na plataforma do metrô da estação Joana Bezerra às 6h da manhã, me deparo como de costume com uma multidão a espera do trem, a maioria são homens, fortes, mas famintos por uma cadeira livre para sentar. Quando chega o trem, eu, educadamente, fico atenta ao movimento da idosa que estava na minha frente para não machucá-la... E o que acontece comigo?! Fui empurrada violentamente para dentro do trem por uns 3 homens que estavam atrás de mim (não consegui identificá-los, pois se infiltram dentro da multidão). Fui jogada contra os ferros do corrimão, machuquei um pouco meu pulso e fiquei assustada com tanta falta de respeito.
Caramba, eu acordo às 4h da manhã para ir trabalhar, servir a sociedade, e é isso que recebo de volta: negligenciada e violentada pelo Estado e pela sociedade.
Minha indignação maior não é só porque aconteceu comigo, mas porque sei que isso acontece todos os dias com idosos, crianças, mulheres e pessoas com deficiência....
Gente, quando acontecer essas coisas denunciem, porque se não brigarmos por nossos direitos, a situação só vai piorar :/
Ainda hoje vou encaminhar estas minhas denúncias ao Grande Recife, ao Metrorec e ao CONED-PE.
Eu amo meu país e meu estado (PE), mas hoje eu tô revoltada demais, preciso desabafar com vocês, dois acontecimentos seríssimos.
Ontem (14/03/2012), eu chego no Terminal de Integração da Macaxeira, como de costume cumpro meu dever de apresentar a carteira de Livre Acesso ao cobrador que estava na biliteria e o mesmo imediatamente liberou o meu acesso pelo portão. Na frente do portão havia um homem (sem farda e sem qualquer identificação visual de que era funcionário do Grande Recife) passei por ele e continuei meu trajeto em direção ao ponto do ônibus... Mas não andei nem 3 metros, fui puxada violentamente por trás pela alça da minha mochila que estava nas costas. Quando virei o rosto para trás vi aquele homem com uma cara raivosa, começou a falar reclamando comigo ( não entendi as palavras que ele falou), imediatamente fiz o sinal que era surda e logo percebi que o guarda da empresa de segurança privada já estava próximo de mim. Quando disse que era surda eles mudaram a expressão, perceberam que tinham errado. O homem sem farda fez o gesto para eu mostrasse a carteira pra ele, peguei a carteira e mostrei, mas ao mesmo tempo reclamei com ele por estar sem a farda e sem o crachá, aí ele falou que o crachá estava guardado na bolso da calça.
Na hora fiquei tão perturbada que nem pensei em exigir ver nome dele no crachá. É um absurdo o Grande Recife colocar pessoas sem nenhum treinamento para ficar fiscalizando a entrada da pessoas com deficiência. A fiscalização deve ser feita sim, mas da forma adequada, com funcionários treinados e devidamente identificados visualmente para que os surdos possam reconheceê-los.
Hoje (15/03/2012), chego na plataforma do metrô da estação Joana Bezerra às 6h da manhã, me deparo como de costume com uma multidão a espera do trem, a maioria são homens, fortes, mas famintos por uma cadeira livre para sentar. Quando chega o trem, eu, educadamente, fico atenta ao movimento da idosa que estava na minha frente para não machucá-la... E o que acontece comigo?! Fui empurrada violentamente para dentro do trem por uns 3 homens que estavam atrás de mim (não consegui identificá-los, pois se infiltram dentro da multidão). Fui jogada contra os ferros do corrimão, machuquei um pouco meu pulso e fiquei assustada com tanta falta de respeito.
Caramba, eu acordo às 4h da manhã para ir trabalhar, servir a sociedade, e é isso que recebo de volta: negligenciada e violentada pelo Estado e pela sociedade.
Minha indignação maior não é só porque aconteceu comigo, mas porque sei que isso acontece todos os dias com idosos, crianças, mulheres e pessoas com deficiência....
Gente, quando acontecer essas coisas denunciem, porque se não brigarmos por nossos direitos, a situação só vai piorar :/
Ainda hoje vou encaminhar estas minhas denúncias ao Grande Recife, ao Metrorec e ao CONED-PE.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Defesa das Escolas Bilíngues para Surdos
Segue link onde constam os vídeos com os discursos e debates de surdos e ouvintes que participaram da Audiência Pública no MPF no dia 1º de dezembro de 2011, em Brasília.
Bom proveito.
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