Ontem à noite peguei um livro pertencente ao meu noivo e comecei a ler entusiasmada. Tal livro é intitulado "No meu silêncio ouvi e vivi", trata-se da autobiografia de Maria Olindina Coelho Possídio, surda-cega, recifense, que viveu boa parte de sua infância e adolescência no sertão do estado, já adulta mudou-se definitivamente para a capital, onde casou-se teve um filho e dedicou-se a Pastoral dos Surdos junto com a Ir. Virgínia Barry.
Desfilei meus olhos pelas letras digitadas com leveza e emoção com esta bela história, interrompi a leitura por conta do sono e retomei-a hoje pela manhã até concluir.
Olindina conta sua história com naturalidade, mostrando as dificuldades de uma surda de nascença nascida numa época em que a educação de surdos era ainda mais precária do que hoje. Ela mostra sua força e coragem para vencer desafios, mostra os costumes e valores de sua família e da sociedade da época que influenciaram em sua vida.
Eu sinto-me honrada de poder conhecer esta pessoa não pelas páginas de um livro, mas por conhece-la em pessoalmente. Aprender a conversar com ela foi um desafio pra mim, confesso que até hoje, ainda, não tenho muita habilidade na arte de interpretar para um surdo-cego, mas sinto-me feliz, realizada, de poder comunicar com estas pessoas.
Hoje é domingo de Páscoa, após essa leitura sinto-me renovada para continuar a caminhada da vida inspirada em trajetórias como a de Olindina. Aliás, terei a honra de tê-la como minha madrinha de casamento, estou contando os meses e os dias para este momento tão especial de nossas vidas.
Feliz Páscoa!
"Desfilei meus olhos pelas letras digitadas com leveza e emoção com esta bela história, interrompi a leitura por conta do sono e retomei-a hoje pela manhã até concluir."
ResponderExcluirCurti muito essa colocação, gatinha.
Encanto-me com a sua habilidade de escrever, viu.
O seu texto está muito bem escrito, parabéns!
Dê uma olhada no meu conto: http://operariodapalavra.wordpress.com/2012/05/05/conquanto/
Beijos,
Valeu Diogo!
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