A comunidade surda está se preparando para realizar manifestações em Brasília nos dias 19 e 20 de maio em defesa da educação de surdos com qualidade e respeito à cultura surda e à Libras.
A comunidade surda de Pernambuco vai se reunir terça-feira para decidir questões importantes sobre a nossa participação neste movimento.
"A natureza me tirou a audição aos poucos, ao longo de 18 anos... Mas na caminhada da vida eu encontrei a Libras e fui descobrindo que com ela eu teria namorado, ótimos amigos, muita diversão, muito aprendizado, desenvolvimento profissional e pessoal. Hoje a minha vida gira em torno da Língua de Sinais, não sei mais viver sem ela, pois está na minha alma, nos meu sonhos, na minha personalidade, na minha Identidade Surda." (Mariana Hora, 2010)
sábado, 23 de abril de 2011
sábado, 26 de março de 2011
Abaixo-assinado em defesa do INES
Anteontem, 24/03/2011, a comunidade surda brasileira foi surpreendida com a notícia de fechamento do INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos). Logo depois nos foi esclarecido que na verdade o governo federal, através do MEC, expressou à diretoria do INES o seu desejo de encerrar as atividades do CAP (Colégio de Aplicação) que funciona dentro do INES com ensino fundamental e médio especificamente para alunos surdos.
Para quem não conhece, o INES foi fundado em 26 de setembro de 1857 (data que hoje usamos para comemorar o Dia Nacional dos Surdos), no Rio de Janeiro, pelo Imperador Dom Pedro II incentivado por um professor surdo vindo de Paris (França) Ernest Huet. É primeira instituição que se dedicou à educação de surdos no Brasil. De lá pra cá foram feitas mudanças no INES acompanhando o contexto histórico brasileiro e da educação de surdos. Hoje o INES tem a escola (CAP) e uma faculdade onde funciona o curso de pedagogia com foco na educação de surdos, no qual estudam alunos surdos e ouvintes, além de outras atividades.
O MEC quer fechar a escola e manter apenas a faculdade. A direção do INES está tentando negociar... Mas nós do movimento de surdos não queremos ficar parados, guardando a revolta e aguardando que o MEC e a direção resolva. Estamos mobilizando todo o Brasil e até alguns surdos estrangeiros. O primeiro passo é uma abaixo-assinado virtual.
Nós, defendemos uma educação bilíngue para as crianças surdas em salas de aula específicas para surdos, isso não é segregação, é respeito a uma modalidade lingüística diferente, utilizamos no Brasil a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e, em salas de aulas no modelo da "inclusão" os surdos não tem resultados satisfatórios por diversos motivos, que já foram bastante abordados em pesquisas, dissertações e teses.
Se concordarem, assinem e divulguem. http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=LutaINES
Agradeço aos que já assinaram e divulgaram!
PS: para os surdos, tem um vídeo em Libras explicando: http://www.youtube.com/watch?v=p8WnwzGm79k
quarta-feira, 2 de março de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Denúncia Transporte Público
Carta Aberta
Reclamação/Denúncia de desrespeito aos direitos das pessoas com
deficiência e idosos no Sistema de Transporte Público da Região
Metropolitana de Recife.
Para: Grande Recife Consórcio de Transportes
CC: Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (SEAD),
Secretaria de Transportes do Estado de Pernambuco,
Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Pernambuco,
Núcleo da Diversidade do Ministério Público de Pernambuco.
Há 8 anos utilizo o transporte coletivo na Região Metropolitana de Recife (RMR) diariamente. Como surda, tenho direito a gratuidade através da Carteira de Livre Acesso (Lei Estadual nº 11.897/00). Ao longo deste tempo venho observando, vivendo e sofrendo com várias situações de desrespeito aos direitos das pessoas com deficiência e/ou idosos nos ônibus:
- Longa espera
- Ônibus lotado
- Pessoas (sem deficiência e não idosos) sentam-se nas cadeiras reservadas às pessoa com deficiência, idosos e gestantes.
- Motoristas que não tem paciência de esperar o idoso subir com calma no ônibus.
- Motorista que não permite a entrada de idoso ou pessoa com deficiência pela porta traseira, quando a parte reservada na frente está lotada.
- Motoristas e/ou cobradores que acusam pessoas surdas ou com deficiência auditiva de estar fingindo e sua carteira de livre acesso ser falsa.
- Entre outras situações...
Desde domingo (06/02/2011) a situação ficou pior, a linha foi desmembrada em 3, conforme divulgado pelo Grande Recife. Sendo que, somente uma das três linhas atende às pessoas com deficiência e idosos, oferecendo o serviço de gratuidade (Linha 196 – Recife/Porto de Galinhas (IMIP)). Tal linha, só conta com 2 ônibus que fazem 7 viagens diárias, com intervalo mínimo de 2h entre um e outro, conforme informaram pelo 0800 081 0158 e no site (http://www.granderecife.pe.gov.br/noticias_detalhe.asp?id=1464). ISTO É UM ABSURDO!!!
O município de Ipojuca faz parte da RMR, está passando por um momento de crescimento de empregos com a chegada de várias indústrias e outros empreendimentos atraídos pelo Porto de Suape, Refinaria e Estaleiro... A população idosa e com deficiência da região está tendo seu direito de ir e vir bastante limitado, principalmente quem precisa ir para Nossa Senhora do Ó, Porto de Galinhas, Maracaípe, Camela e Serrambi, bairros que são precariamente atendidos pelo sistema de transporte público. Ressalto que os microônibus, vans e kombis (transporte complementar) não oferecem o serviço de gratuidade para pessoas com deficiência e idosos. E, as tarifas das 3 linhas “Recife/Porto de Galinhas” são caríssimas.
O Grande Recife diz que “Ampliou o atendimento às praias do litoral sul”, eu vejo que essa “ampliação” visou somente aos turistas, porque para a população de baixa renda, trabalhadores, estudantes, idosos, pessoas com deficiência... essa mudança foi péssima!
Exijo a volta das viagens com intervalo de 30 minutos atendendo às pessoas com deficiência e idosos (gratuidade).
Ao invés de melhorar o serviço de transporte público, oferecer mais acessibilidade para pessoas com deficiência e idosos, vocês ignoram esse segmento populacional e seguem o caminho do neoliberalismo, restringindo ainda mais os diretos sociais da população.
Não venham me dizer que a gratuidade para pessoas com deficiência e idosos no sistema de transporte público custa caro. Diminuam os altíssimos salários, dos Desembargadores, Juízes, Senadores, Deputados, Presidente da República, Governadores, Prefeitos etc... vocês encontrão dinheiro.
Respeito e acessibilidade às pessoas com deficiência e idosos!
Ipojuca, 10 de fevereiro de 2011.
Mariana Marques da Hora
Surda
Assistente Social
Professora de Libras
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A luta do meu SER pelo seu direito de SER
Numa tarde de sol, nasci saudável num pequeno hospital de uma cidade vizinha da
capital pernambucana. Fui criada em uma família pequena em que todos falam a
língua oral portugesa. Cresci e logo já estava falando essa língua, assim, ninguém
percerbeu que dentro de mim havia um SER, que estava dormindo.
Quatro anos depois o tal SER desconhecido começou a acordar, a mamãe chorou,
a família toda se preocupou. As fonoadiológas foram logo acalmar todos: “é só um
probleminha que vai ser resolvido com um aprelhinho”. E assim começou o processo
de tentar matar o tal SER, mas esse SER não morre, afinal é minha essência.
Fui crescendo e vivendo na aparência de SER OUVINTE. Com os aparelhos nos
ouvidos frequentei escolas onde só havia seres essencialmente ouvintes, sofri com
muitas limitações. Aí vocês podem perguntar: quem não sofre com limitações? É
verdade, todo nós, humanos, temos limitações e devemos nos esforçar para vencê-
las. Foi o que fiz, lutei e venci. Passei no primeiro e único vestibular que fiz, estudei
na melhor Universidade Pública do Nordeste, me tornei Bacharel em Serviço Social
aos 21 anos de idade. Antes mesmo de formar já tinha sido aprovada em concurso
público. Eu venci os primeiros desafios profissionais. Também venci alguns desafios
pessoais, faltam outros que estarei sempre tentando vencê-los ao longo da vida… ao
vencê-los surgem outros desafios.
Apesar de lutar determinada a realizar meu sonho de ter uma carreira profissional,
o meu SER foi oprimido durante os primeiros 17 anos de minha vida. Oprimido pela
sociedade que hegemonicamente prefere o outro SER, o ouvinte, aquele que tem os
cinco sentidos funcionando “corretamente”.
As limitações do meio social somadas à opressão ao meu SER me transformaram
numa mulher solitária, com pouquissimos amigos, com um sentimento inesplicável
de vazio interior. Só com 17 anos de idade fui descobrir que o vazio que sentia era por
não ter contato com nenhum outro SER “igual” a mim.
Foi no contato com a língua dos que são “iguais” a mim que o meu SER começou a
ficar mais alegre, a se abrir para novas amizades, a ter mais coragem pra enfrentar
aqueles que o oprimem. Essa língua que eu antes não conhecia, na verdade era a
língua da ensencia do meu SER, ele precisava dela pra se sobreviver. E, foi através
dela que eu pude acabar com sentimento de solidão, com o vazio dentro de mim.
Ganhei dezenas de amigos, centenas de colegas, todos tem dentro de si um SER “igual”
ao meu, todos se expresssam através de línguas visuais-espaciais. Assim nós
dizemos: “escuto pelos olhos e falo com as mãos”.
Hoje tenho 22 anos de idade, e gostaria de dizer a vocês que os últimos 5 anos foram
os melhores da minha vida, porque conquistei autonomia, coragem e sobretudo
descobri a minha identidade, o meu SER. Descobri que sou um SER SURDO. Antes
eu era deficiente, diferente, especial, excepcional, hoje eu sou simplesmente SURDA,
e “grito” bem forte: SOU SURDA COM MUITO ORGULHO!
No entanto a sociedade continua a reprimir as línguas de sinais e insistem em dizer
que os surdos precisam ser reabilitados, que a surdez precisa ser curada, que a
cultura surda não existe…
A sociedade continua a dizer pra mim que não sou surda, preferem dizer: “você só
tem um probleminha pra escutar, mas você é uma pessoa normal”. Eu respondo: “sim,
sou normal, assim como meu noivo surdo é normal, dezenas de amigos surdos são
normais, centenas de surdos que conheço no Brasil e no mundo são normais.”
Durante os anos em que eu estava entrando no mundo surdo aos poucos, também
estava cursando a faculdade… nesse tempo descobri que é impossível separar o EU
profissional do EU pessoal. Na verdade são apenas um, então não posso ser ouvinte
no trabalho e surda na vida pessoal. Alias é impossível eu ser ouvinte, a natureza me
tirou o sentido da audição e, ele não me faz falta.
Quando eu entrei verdadeiramente no mundo surdo, há quase 3 anos atrás, com
ajuda do meu namorado surdo, passei a lutar pela liberdade do meu SER e pelos
diretos das pessoas surdas no Brasil, sou militante, sou pesquisadora, vivo e sinto na
pele o preconceito, a discriminação, a opressão contra mim e aos surdos/as.
Ao contrário do que muita gente pensa, não somos nem queremos formar um gueto,
viver só entre surdos. Nós queremos apenas respeito à nossa língua, à nossa cultura,
ao nosso SER. Assim, mundo ouvinte e mundo surdo podem conviver juntos.
Depois de passar quase uma semana em Florianópolis participando do 5º Congresso
Internacional de Surdos Academicos e Pesquisadores (5th Deaf Academics and
Reaserchers) voltei à minha terra refletindo sobre o meu SER. E cheguei a conclusão
de que a falta de acessibilidade, a falta de informação e até mesmo o preconceito em
alguns espaços marjoritariamente ouvintes a pressão sobre mim é tão forte que as
vezes meu SER fica em silêncio, sufocado. E volto a insistir no aparelho auditivo que
traz um monte de barulhos à minha cabeça, muitas vezes irritantes… e esforço-me a
entender o que outro ouvinte fala em sua língua oral, tarefa árdua que não tem tido
resultados satisfatórios.
As dores causadas pelo uso intensivo dessa pequena maquininha em meu ouvidos
geram às vezes revolta, às vezes tristeza, pela forma como a sociedade trata a nós
surdos/as. Além disso, tem a preocupação pela questão ética da minha profissão, aos
comunicar com um colega de trabalho ou com um usuário na língua dos ouvintes
corro grandes riscos de cometer erros, ou deixar de fazer intervenções importantes.
Eu preciso de recursos de acessibilidade urgentemente.
Não quero ser tratada como uma coitadinha, nem como uma “pessoa especial”. Quero
ser tratada como humana, como mulher, como profissional ética e competente. Eu
quero SER o que SOU. Tenho direito de SER, de mostrar na aparência o que está na
minha ensência… Então, me permitam SER SURDA.
capital pernambucana. Fui criada em uma família pequena em que todos falam a
língua oral portugesa. Cresci e logo já estava falando essa língua, assim, ninguém
percerbeu que dentro de mim havia um SER, que estava dormindo.
Quatro anos depois o tal SER desconhecido começou a acordar, a mamãe chorou,
a família toda se preocupou. As fonoadiológas foram logo acalmar todos: “é só um
probleminha que vai ser resolvido com um aprelhinho”. E assim começou o processo
de tentar matar o tal SER, mas esse SER não morre, afinal é minha essência.
Fui crescendo e vivendo na aparência de SER OUVINTE. Com os aparelhos nos
ouvidos frequentei escolas onde só havia seres essencialmente ouvintes, sofri com
muitas limitações. Aí vocês podem perguntar: quem não sofre com limitações? É
verdade, todo nós, humanos, temos limitações e devemos nos esforçar para vencê-
las. Foi o que fiz, lutei e venci. Passei no primeiro e único vestibular que fiz, estudei
na melhor Universidade Pública do Nordeste, me tornei Bacharel em Serviço Social
aos 21 anos de idade. Antes mesmo de formar já tinha sido aprovada em concurso
público. Eu venci os primeiros desafios profissionais. Também venci alguns desafios
pessoais, faltam outros que estarei sempre tentando vencê-los ao longo da vida… ao
vencê-los surgem outros desafios.
Apesar de lutar determinada a realizar meu sonho de ter uma carreira profissional,
o meu SER foi oprimido durante os primeiros 17 anos de minha vida. Oprimido pela
sociedade que hegemonicamente prefere o outro SER, o ouvinte, aquele que tem os
cinco sentidos funcionando “corretamente”.
As limitações do meio social somadas à opressão ao meu SER me transformaram
numa mulher solitária, com pouquissimos amigos, com um sentimento inesplicável
de vazio interior. Só com 17 anos de idade fui descobrir que o vazio que sentia era por
não ter contato com nenhum outro SER “igual” a mim.
Foi no contato com a língua dos que são “iguais” a mim que o meu SER começou a
ficar mais alegre, a se abrir para novas amizades, a ter mais coragem pra enfrentar
aqueles que o oprimem. Essa língua que eu antes não conhecia, na verdade era a
língua da ensencia do meu SER, ele precisava dela pra se sobreviver. E, foi através
dela que eu pude acabar com sentimento de solidão, com o vazio dentro de mim.
Ganhei dezenas de amigos, centenas de colegas, todos tem dentro de si um SER “igual”
ao meu, todos se expresssam através de línguas visuais-espaciais. Assim nós
dizemos: “escuto pelos olhos e falo com as mãos”.
Hoje tenho 22 anos de idade, e gostaria de dizer a vocês que os últimos 5 anos foram
os melhores da minha vida, porque conquistei autonomia, coragem e sobretudo
descobri a minha identidade, o meu SER. Descobri que sou um SER SURDO. Antes
eu era deficiente, diferente, especial, excepcional, hoje eu sou simplesmente SURDA,
e “grito” bem forte: SOU SURDA COM MUITO ORGULHO!
No entanto a sociedade continua a reprimir as línguas de sinais e insistem em dizer
que os surdos precisam ser reabilitados, que a surdez precisa ser curada, que a
cultura surda não existe…
A sociedade continua a dizer pra mim que não sou surda, preferem dizer: “você só
tem um probleminha pra escutar, mas você é uma pessoa normal”. Eu respondo: “sim,
sou normal, assim como meu noivo surdo é normal, dezenas de amigos surdos são
normais, centenas de surdos que conheço no Brasil e no mundo são normais.”
Durante os anos em que eu estava entrando no mundo surdo aos poucos, também
estava cursando a faculdade… nesse tempo descobri que é impossível separar o EU
profissional do EU pessoal. Na verdade são apenas um, então não posso ser ouvinte
no trabalho e surda na vida pessoal. Alias é impossível eu ser ouvinte, a natureza me
tirou o sentido da audição e, ele não me faz falta.
Quando eu entrei verdadeiramente no mundo surdo, há quase 3 anos atrás, com
ajuda do meu namorado surdo, passei a lutar pela liberdade do meu SER e pelos
diretos das pessoas surdas no Brasil, sou militante, sou pesquisadora, vivo e sinto na
pele o preconceito, a discriminação, a opressão contra mim e aos surdos/as.
Ao contrário do que muita gente pensa, não somos nem queremos formar um gueto,
viver só entre surdos. Nós queremos apenas respeito à nossa língua, à nossa cultura,
ao nosso SER. Assim, mundo ouvinte e mundo surdo podem conviver juntos.
Depois de passar quase uma semana em Florianópolis participando do 5º Congresso
Internacional de Surdos Academicos e Pesquisadores (5th Deaf Academics and
Reaserchers) voltei à minha terra refletindo sobre o meu SER. E cheguei a conclusão
de que a falta de acessibilidade, a falta de informação e até mesmo o preconceito em
alguns espaços marjoritariamente ouvintes a pressão sobre mim é tão forte que as
vezes meu SER fica em silêncio, sufocado. E volto a insistir no aparelho auditivo que
traz um monte de barulhos à minha cabeça, muitas vezes irritantes… e esforço-me a
entender o que outro ouvinte fala em sua língua oral, tarefa árdua que não tem tido
resultados satisfatórios.
As dores causadas pelo uso intensivo dessa pequena maquininha em meu ouvidos
geram às vezes revolta, às vezes tristeza, pela forma como a sociedade trata a nós
surdos/as. Além disso, tem a preocupação pela questão ética da minha profissão, aos
comunicar com um colega de trabalho ou com um usuário na língua dos ouvintes
corro grandes riscos de cometer erros, ou deixar de fazer intervenções importantes.
Eu preciso de recursos de acessibilidade urgentemente.
Não quero ser tratada como uma coitadinha, nem como uma “pessoa especial”. Quero
ser tratada como humana, como mulher, como profissional ética e competente. Eu
quero SER o que SOU. Tenho direito de SER, de mostrar na aparência o que está na
minha ensência… Então, me permitam SER SURDA.
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